Linhas do tempo da história

Sociedade Americana Anti-Escravidão (AASS)

Sociedade Americana Anti-Escravidão (AASS)

A American Anti-Slavery Society (AASS; 1833-1870) era uma sociedade abolicionista fundada por William Lloyd Garrison e Arthur Tappan.

Entre os porta-vozes mais proeminentes do movimento abolicionista estava o ativista e editor de Massachusetts William Lloyd Garrison, que fundou o jornal The Liberator em 1831. Garrison não tinha nada além de desprezar a emancipação gradual, uma política que ele chamou de "perniciosa" e não aceitaria concessões quanto à questão. Seu jornal teve grande influência, uma vez que jornais maiores reimprimiram seus artigos. Alguns sulistas acreditavam que não era coincidência que a rebelião de Nat Turner, uma famosa insurreição de escravos na qual cinquenta e cinco brancos pereceram, ocorreu no mesmo ano em que Garrison começou seu trabalho.

Não havia evidências de que Turner tivesse ouvido falar de Garrison ou The Liberator. Mas a conexão não precisava ser tão direta. Muitos sulistas ficaram chocados com o tom da literatura abolicionista, que fervilhava aversão por todo o sul e às vezes parecia instar violenta resistência à escravidão. Tais ataques retóricos a toda uma região serviram apenas para desacreditar a atividade antiescravagista local no sul. Em 1827, havia mais de quatro vezes mais sociedades anti-escravidão no sul do que no norte. O movimento abolicionista, ao espalhar sua mensagem com uma retórica anti-sul beligerante e vitriólica, tornou quase impossível para os ativistas anti-escravidão do Sul não serem vistos com suspeita. O senador de Massachusetts Daniel Webster, amigo da escravidão, culpou os abolicionistas do Norte por terem contribuído em grande parte à obstinação do sul.

O conflito seccional foi ainda mais agravado pela Wilmot Proviso, que foi introduzida no Congresso em 1846 pelo congressista David Wilmot, democrata da Pensilvânia. A ressalva foi anexada a um projeto de lei que autoriza fundos para a Guerra do México, então em andamento. Sua premissa era simples: a escravidão seria proibida em qualquer território adquirido do México na guerra. Wilmot estava delineando um ponto de vista que ficou conhecido na história americana como a posição de "solo livre", segundo o qual a escravidão permaneceria intacta nos estados em que já existia, mas seria impedida de se expandir para
novos territórios, como os que podem ser adicionados ao domínio americano como resultado da guerra com o México. Embora nunca tenha se tornado lei (foi aprovada na Câmara várias vezes, mas fracassou no Senado), a condição contribuiu muito para a tensão entre o Norte e o Sul.